Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
No S. Martinho fura o teu pipinho!

 

 

DIA DE S. MARTINHO!
Uma secular tradição!
 
A tradição de comemorar o dia de S. Martinho é milenária!
Reza a lenda (!) que Martinho nasceu no ano de 316 em Sabária (actual Hungria). O seu pai era soldado do exército romano e deu-lhe uma educação cristã. Aos 16 anos Martinho foi para Itália e alistou-se no exército romano, tornando-se mais tarde num general rico e poderoso. Um dia de regresso a casa, cavalgava debaixo de forte temporal. A chuva e o granizo caiam copiosamente, o vento furioso uivava e o frio parecia esmagar os ossos.
 
Numa curva do caminho deparou-se com um mendigo que quase nu, se confundia com os troncos mirrados e enegrecidos da beira da estrada. Este estendia um braço descarnado em busca de algum auxílio que o salvasse de uma morte certa.
 
O general Martinho, de coração apertado por tamanha desgraça, apeou-se do cavalo e passou a mão carinhosamente pelo pobre mendigo. Em seguida desprendeu a espessa e quente capa que o protegia e com um golpe de espada dividiu-a ao meio. Estendeu uma das metades ao mendigo que se agasalhou o melhor que pode.
 
Apesar de mal protegido e a chover torrencialmente, Martinho continuou o seu caminho, cheio de felicidade.
 
 Então o bom Deus, ao presenciar este gesto de grande solidariedade fez parar a tempestade. O Sol surgiu, cheio de luz e calor! Nos três dias que ainda duraram a viagem, o céu tornou-se límpido e um sol radioso acompanhou o general até ao seu destino.
 
É assim que todos os anos, no dia 11 de Novembro se comemora esta tradição do verão de S. Martinho, que, por coincidência ou não, é normalmente um período quente, com dias de sol, talvez para que os Homens se recordem do gesto humano do general Martinho que salvou a vida ao mendigo! É o verão de S. Martinho!
O S. Martinho é normalmente festejado com a prova do vinho novo e as castanhas assadas!
É nesta altura que como diz o ditado “No dia de S. Martinho vai à adega e prova o vinho”. Em muitos lugares e povoações deste País a tradição ainda reúne as famílias à volta da fogueira, a assarem castanhas e a beberem a água-pé ou também a jeropiga (vinho licoroso), por vezes acompanhadas com as broas do dia de Todos os Santos…
Já é um tempo de Outono e como diz o povo “dos Santos até ao Natal é um saltinho de pardal”.
E já agora deixo aqui uma pequena surpresa nesta quadra de S. Martinho:
 
Gratinados de Castanha
 
Ingredientes:1 Kg. de castanhas, 1 cebola, 50 gr. de margarina, 1 pacote de natas, sal q.b., pimenta q.b. 2 dl de leite e uma colher de chá de erva doce.
Preparação:
Coza as castanhas em água abundante, com sal, dando-lhes um corte para que cozam mais facilmente. Deixe-as ferver durante 10 minutos. Escorra-as e descasque-as. Refogue a cebola picada em margarina, deixe arrefecer e junte-lhe as natas e o leite, mexendo sempre para não talhar. Disponha as castanhas num tabuleiro de ir ao forno e regue com o refogado de natas, leite e cebola, temperado com sal, pimenta, uma pitada de noz moscada e erva doce em pó. Leve ao forno durante 10 minutos, em forno médio, cobrindo o tabuleiro com folha de alumínio. Retire a folha de alumínio e deixe gratinar por mais 15 minutos, em forno mais quente. Sirva bem quente, enfeitado com raminho de salsa!!!
 
Experimente !!! Vai gostar!
 
E já agora veja este gracioso filme!
 
 

Edgar Carvalho



publicado por fragasdolis às 00:27
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Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
Acordo Ortográfico

 

 

ACORDO A PENSAR NO NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO!
O Novo Acordo Ortográfico aprovado em 1990 e publicado no D.R. em 1991 não parece apaixonar a causa da cultura e do ensino da língua portuguesa! Já teve dois protocolos modificados em 2000 e 2004 e continua em banho maria. Parece que é para 2010 !!! Mas será?
 
Aprovado pela Academia de Ciências de Lisboa, Academia Brasileira de Letras e pelos países de língua portuguesa, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e S. Tomé e Príncipe, pode entrar em vigor desde que 3 países o ratifiquem.
Novas regras de escrita e linguagem e diferentes formas de pronunciar algumas palavras, são exemplos do que se pretende com a uniformização da ortografia.
 
Sou leigo na matéria, mas sou português, amante da língua de Camões e como milhões de tantos outros penso que a adaptação às novas regras e formas de escrita, torná-la uniforme, compreender e ler como estabelece o Novo Acordo Ortográfico não será tarefa fácil.
 
Julgo mesmo que na próxima década tudo continuará na mesma, ou talvez não? O maior desafio que os puritanos da língua portuguesa terão pela frente será em primeiro lugar alfabetizar a nossa população e conseguir que as crianças e os jovens entendam o que é isto de lerem livros de português com duas ortografias…
 
Não seria melhor Portugal fazer um acordo ortográfico com a Galiza onde, segundo reza a história, a língua portuguesa deu os primeiros passos?
 
“Isto de passar a ler um texto com as alterações do novo acordo vai ter a sua piada! O objetivo que se pretende alcançar é a unificação da ortografia da língua portuguesa, em nova edição, revista e aumentada. Será um processo lento, um projeto arrojado, mas talvez para as novas gerações o percurso de aprendizagem seja mais reto. Excetuando a pronúncia de algumas palavras e a forma como alteram o sentido do texto é admissível que o trajeto de adaptação ainda seja longo mas as expetativas são grandes.
Indo direto ao assunto a tática é esperar pelo novo acordo ortográfico!”
 
Então, gostaram desta pequena amostra? É giro não é?
Depois digam alguma coisinha !!!
 

edgar carvalho



publicado por fragasdolis às 14:09
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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
ASTÉRIX!

 

ASTÉRIX 
O Herói dos meus tempos de miúdo!
Já fui puto reguila! Joguei à bola de trapos na rua do velhinho Bairro da Fonte Freire, no Centro Histórico de Leiria, onde nasci! Brinquei também aos cowboys na encosta do Castelo e corri com os miúdos da minha geração pelas vielas da cidade… Já rapazote, dei um jeito no futebol e pratiquei também voleibol, andebol, futebol de salão e ténis de mesa!
Mas nos meus tempos de miúdo tinha um herói, que hoje recordo com saudade quando se comemora o cinquentenário do seu “nascimento”! Era ASTÉRIX, o tal das Bandas Desenhadas, que com o seu companheiro Obélix deliciavam a miudagem com as histórias que ainda hoje são devoradas por crianças e adultos! Eram as revistas da BD e os muitos álbuns que os seus autores Goscinny e Albert Uderzo imortalizaram!
Em 1959, em Paris, surgiu nas bancas a revista “Pilote” com as primeiras histórias aos quadradinhos. Em 1961 os seus autores lançam o primeiro álbum “Astérix, o Gaulês” a que se seguiram outros como “Astérix e Cleópatra”, “Astérix e os Normandos” e o célebre “Astérix entre os Bretões”, entre muitos até aos nossos dias.
As comemorações dos cinquenta anos de Astérix incluiem o lançamento de um novo álbum e um espectáculo musical em Paris intitulado “Le Tour de Gaule Musical d’Astérix”.
Na capital francesa até 3 de Janeiro de 2010 estão patentes exposições alusivas à vida de Astérix no museu Cluny.
Recordar este herói da BD é retornar aos tempos de infância, é lembrar as gargalhadas, a alegria e a boa disposição, é saudar o humor inteligente de Goscinny que conquistou corações e continua no presente a cativar os mais novos e a fascinar os mais velhos.
 
Edgar de Carvalho
      

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publicado por fragasdolis às 13:29
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Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009
Leiria do Encantamento!

 

IMAGENS DE LEIRIA COM HISTORIA
Leiria, nascida à sombra do seu majestoso Castelo em finais de 1135, reconquistado aos mouros pelo rei D. Afonso Henriques, é hoje uma cidade moderna. Encaixada entre a serra e os campos do vale do Lis, com o mar a beijar o pinhal de Leiria que outrora deu a madeira para a construção das caravelas que atravessaram o Atlântico à descoberta de Terras de Vera Cruz, a cidade tornou-se uma urbe cosmopolita que hoje se estende para além do velho casario do Centro Histórico.  
Leiria situada numa região com grande envolvência histórica, como os mosteiros da Batalha e de Alcobaça tem no seu Castelo o símbolo mais vivo de um passado de séculos que está sempre presente.
O Castelo foi residência de reis como D. Sancho I, D. Afonso III e o mais famoso D. Dinis que ali viveu com a rainha Santa Isabel a do “milagre das rosas”! O primeiro povoado foi construído ao redor da encosta norte, mais propriamente no lugar dos Castelinhos e estendia-se até aos arrabaldes, hoje Arrabalde d’ Aquém!
Em 22 de Maio de 1545, o Papa Paulo III, pela bula “Pro excellenti apostolicae sedis”, criou a diocese de Leiria e elevou a vila de Leiria a cidade!
Ao longo dos séculos Leiria foi crescendo, extravasou os muros da fortaleza e avançou para além das margens do Lis ocupando uma enorme área suburbana, com modernos empreendimentos onde vivem mais de cem mil pessoas!
Mas Leiria não é só o Castelo e o rio Lis, os seus monumentos, as suas seculares igrejas, como S. Pedro, Sra. da Encarnação, Sto. Agostinho, S. Francisco e Espírito Santo ou a Sé Catedral, mas também algumas das velhas e típicas casas, solares e palacetes que outrora foram moradias de figuras gradas da terra, como escritores e famílias senhoriais, hoje símbolos do nosso quotidiano e que encerram um passado que está presente nas memórias das gentes desta cidade com nove séculos de história! Alguns desses símbolos, são imagens reais que aqui retrato nalguns exemplos vivos de uma Leiria que bem merece uma visita atenta!
 
Casa dos Athaydes (Solar da Família Athayde) - Séc. XVIII
 
·         É uma construção solarenga em bom estado de conservação, localizada no Largo Cândido dos Reis (Terreiro).
·         Na fachada destaca-se o brasão com as armas dos proprietários dos imóveis “Silva” e “Athayde”. No interior existe um jardim com uma fonte decorada com azulejos onde se reproduz o brasão da família e uma pequena capela dedicada a N. Sra. da Conceição.
·         O edifício foi remodelado e é actualmente (2009/2010) sede da Fundação da Caixa de Crédito, mantendo a sua traça original.
 
Edificio “Zúquete” – Séc. XVIII/XIX
 
·         Situado na emblemática Praça Rodrigues Lobo é uma construção do estilo “Arte Nova” com o cunho do arquitecto Ernesto Korrodi. A fachada actual data de 1914 e resultou da reconstrução do prédio após a sua destruição por um incêndio de grandes proporções.
·         Foi sede do Grémio Literário e Recreativo de Leiria.
·         Hoje (2009) é um edifício que mantém a traça original e está integrado no núcleo de cafés e bares daquela Praça.
 
Edifício do Banco de Portugal – Séc XX
 
·         Este edifício foi inaugurado em 1929 com projecto do arquitecto Ernesto Korrodi e está localizado no centro da cidade, no Largo Goa, Damão e Diu.
·         Tem a forma de 2 rectângulos agregados e é constituído por 3 corpos com um pórtico principal coroado pelas armas nacionais.
·         Depois do encerramento da delegação do Banco de Portugal em Leiria, foi adquirido pelo Município leiriense e adaptado a sede do departamento de cultura e local de eventos, nomeadamente de exposições da Câmara Municipal de Leiria, desde 2000.
 
Largo Cândido dos Reis (Terreiro)
 
·         O Terreiro, como é conhecido pela população da cidade, tem sido ao longo dos anos uma referência histórica pelos seus edifícios e solares onde a partir do século XIX foi moradia de famílias brasonadas, como “Os Athaydes”, “Os Charters” e “Os Tabordas”.
·         O Terreiro é hoje um espaço onde se misturam os seus bares com um grande movimento nocturno e também local onde se encontra a Biblioteca Municipal, o Albergue de Juventude e a Fundação da Caixa de Crédito.
 
Fonte Freire (Fonte do Frei) – Séc. XVIII
 
·         A Fonte Freire está localizada no Bairro com o mesmo nome, no coração do Centro Histórico. É um exemplar arquitectónico do equipamento urbano setecentista de traça barroca.
·         No início do século XX foi objecto de remodelação para melhorar a captação de água. Hoje está um pouco degradada, com um pequeno fio de água imprópria para beber!
 
Colégio Dr. Correia Mateus - Séc. XIX
 
·         Casa de habitação burguesa no inicio do século XX foi comprada pelo arquitecto Ernesto Korrodi. Em 1910 foi vendida ao dr. Correia Mateus que a transformou em residência. Após a sua morte a família fundou o antigo Colégio Correia Mateus, que foi uma referência no ensino pré escolar e escolar em Leiria.
·         Em 1996 o Colégio encerrou e actualmente é um edifício que tem funções comerciais e de habitação.
·         É imóvel classificado de interesse público.
 
Igreja do Espírito Santo -Séc. XIII
 
·         Edificação de uma ermida da Confraria do Espírito Santo.
·         Em 1721 neste local terá existido uma ermida com o mesmo nome, associada à Fundação da Confraria na segunda metade do século XIII.
·         Junto ao local existiram uma albergaria e um hospital.
·         A Igreja actual é uma construção de estilo barroco com uma nave e três altares.
 
Edificio “Garage”
 
·         Situado no Largo 5 de Outubro este edifício foi reconstruído em 2009, mantendo parte da traça original e o arco “Garage”.
·         Era conhecido pelo “Edifício Faria” onde existiu a típica padaria “Sequeira”.
·         A fachada mantém os azulejos decorativos em cimalha e foi reconstruída em 2008.
 
Mercado de Sant’Ana-Séc XV
 
·         Fundação do Convento Dominicano, votado a Santa Ana. O extinto Convento de Sant’Ana, construído nos finais dos anos quatrocentos, foi fundado por D. Catarina, condessa de Soure e albergou até 1880 as religiosas da Ordem de S. Francisco.
·         1916 – A Autarquia de Leiria demoliu o Convento e construiu no mesmo local o mercado municipal da cidade.
·         1919-1931 – Construção do Mercado Municipal que funcionou até 1980.
·         1999-2001 – Reabilitação do Antigo Mercado e conversão em Centro Cultural, incluindo o Teatro Miguel Franco onde hoje se realizam os mais variados eventos: conferências, debates, espectáculos de teatro, etc.
·         O Mercado foi classificado imóvel de interesse público.
 
Igreja da Misericórdia – Séc. XVIII
 
·         1544 – Fundação da Sta. Casa da Misericórdia de Leiria (Igreja e Hospital).
·         1721 – Na actual Rua da Misericórdia terá existido uma sinagoga até ao século XV.
·         É o edifício religioso mais antigo do núcleo do Centro Histórico. Ao lado da Igreja no local onde hoje se encontra a Casa do Arco e a Residencial Leiriense, existiu o Hospital e a Albergaria da Misericórdia.
 
Fonte das 3 Bicas (Carrancas) – Séc.XVIII
 
·         1721 – Referência à sua existência. É uma fonte de características barroca, que serviu a população durante séculos. Situada na margem esquerda do Lis, em pleno centro da cidade, sofreu algumas alterações que modificaram a sua traça e recentemente foi alvo de obras de restauração, mas continua algo degradada.
 
Padrão da Ponte dos 3 Arcos – Séc. XX
 
·         1940 – O padrão conhecido por “Pedra de Armas da antiga Ponte dos 3 Arcos” assinala a existência no mesmo local da Ponte. Construída no século XVIII e demolida em 1902 serviu de ligação entre as duas margens do Lis, junto ao Hospital D. Manuel de Aguiar. Está prevista a construção de uma nova ponte pedonal no âmbito do Programa Polis, no local da Ponte dos 3 Arcos.
Edgar de Carvalho


publicado por fragasdolis às 19:39
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Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009
FRAGAS DO LIS

 

FRAGAS DO LIS
Da Nascente até à Foz
 
Fermoso rio Liz, que entre arvoredos
Ides detendo as águas vagarosas,
Até umas sobre outras de invejosas
Ficam cobrindo o vão destes penedos(…)
 
Francisco Rodrigues Lobo
 
O Rio Lis, que atravessa a cidade de Leiria, cantado por poetas e escritores como Francisco Rodrigues Lobo e Afonso Lopes Vieira, nasce nos contrafortes da Serra dos Candeeiros mais propriamente no chamado maciço calcário estremenho a cerca de 400 metros junto ao lugar das Fontes, na freguesia de Cortes.
Leiria, capital de um distrito de enormes potencialidades e de um passado histórico exemplificado pelo seu Castelo, tem no rio Lis a marca de uma cidade que se revê nesses dois principais símbolos. Existem mesmo teses que indicam que Leiria derivou dos nomes dos rios Lis e Lena, do substantivo grego “leirion” que significa, lírio, ou lis!  
Por entre fragas, serpenteando por pequenos terrenos de cultura, atravessando povoações entre curvas e recortes espectaculares, como a povoação de Fontes e a freguesia de Cortes - onde nasceu Afonso Lopes Vieira - cruzando a cidade de Leiria, contornando o seu altivo Castelo, caminhando pelos campos do vale do lis e espraiando-se numa pequena planície aluvial, o rio Lis desagua no Oceano Atlântico, na foz a norte da praia da Vieira de Leiria.
No seu percurso através da cidade, cruza as mais diversas pontes, algumas emblemáticas e que caracterizam parte da história de Leiria, como as dos Caniços, Hintze Ribeiro, Afonso Zúquete, Bairro dos Anjos, Fonte Quente, Arrabalde e encontra-se com outras mais recentes construídas no âmbito do programa Polis entre 2000 e 2007, as Pontes Bar, do Açude, Parque Infantil, Balcão e Bancos Brancos., entre outras.
Já às portas de Leiria, o Lis casa-se com o Lena e ambos continuam o seu trajecto melancólico e sereno, por entre campos floridos e de cultura, atravessa as localidades de Amor e Monte Real até se deleitar na bacia da foz da Praia da Vieira de Leiria, no concelho da Marinha Grande!
O Lis é um dos poucos rios que corre do sul para norte!
Um dos mais belos enquadramentos paisagísticos do seu curso de cerca de 40 quilómetros através do coração da cidade é o trajecto entre a Alameda do Marachão na margem esquerda e o Parque na margem direita.
As cascatas dos Caniços e a Garça do Lis, são quedas de água que dão mais beleza ao rio onde saltitam pequenos peixes numa dança de imensos salpicos em movimentos de rara beleza!!!
O Rio Lis também tem sido motivo para as telas dos pintores, com belos quadros e aguarelas que correm mundo e transportam um pouco da sua identidade ambiental como referência turística de Leiria e da sua Região!      
 

Edgar Carvalho


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publicado por fragasdolis às 00:28
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Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
A FOME NO MUNDO DO FUTEBOL

 

A FOME NO MUNDO E O MUNDO DO FUTEBOL

As palavras (F)ome e  (F)utebol apenas têm em comum iniciarem-se pela mesma letra!

Afinal são perfeitos antónimos neste mundo de contradições, egoísta e violento.

Hoje é comum termos imagens de fome, de miséria, de morte e ao lado, nos ecrãs e nos média do desporto, vermos a multimilionária indústria do futebol com as megas transferências de jogadores de outras galáxias como os Zidanes, os Beckams, os Kákás, os Messis e os Ronaldos!

A mais recente, a mais cara de sempre, foi a do “puto” português, Cristiano Ronaldo que se transferiu do Manchester United para o Real Madrid por 93 milhões de euros!

Uma verba correspondente a 25 euros por minuto, 36 mil euros por dia e 1 milhão e oitenta mil euros por mês! Uma verdadeira loucura!

Vivemos numa sociedade injusta, onde os contrastes são aberrantes! Uma sociedade com milhões de pessoas a morrerem à fome, com povos em constantes conflitos, a viverem em permanente sofrimento… O número de pobres não pára de crescer e já atinge 310 milhões de pessoas no Globo! Mais de 950 milhões passam fome nos quatro cantos do Mundo!

De acordo com o Relatório da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), em algumas regiões do Planeta, principalmente em África, grande parte da população tem um consumo diário de apenas 50 cêntimos do dólar.

800 milhões de pessoas que sofrem de fome estão em países da Ásia e da África.

Quarenta por cento da população mundial vive em pobreza e em cada 3,5 segundos morre uma criança de fome e 25 mil pessoas por dia no Mundo!

Do outro lado da barricada, o FUTEBOL, com jogadores sem cultura, mas predestinados para este desporto que arrasta multidões, vai vivendo destas jogadas, com empresários e presidentes de clubes em manobras de bastidores, servindo-se do marketing publicitário, apenas para alimentarem o ego dos milhões de fanáticos espalhados pelos cinco continentes, muitos a passarem fome, mas dispostos a alimentarem-se de ilusões!...

Não há leis, não existe força nem vontade dos responsáveis máximos do futebol, mas há interesses que movimentam milhões de euros e são distribuídos pela máquina trituradora que é a indústria do Futebol!  

Esta dicotomia Fome/Futebol é bem o exemplo da falta de solidariedade à escala planetária, onde os países mais poderosos apenas estão interessados em defenderem os seus planos, desenvolverem as suas estratégias e continuarem a dominar os países menos desenvolvidos numa total dependência e exploração económica e social!

Só assim é possível continuarmos a ver povos a arrastarem-se na lama da miséria, crianças e idosos a vegetarem em total abandono e milhões a sobreviverem sem qualquer dignidade humana!

A luta pela solidariedade internacional contra a fome é uma cruzada que compete a todos, mas principalmente aos Países mais ricos, ao chamado grupo do G8 e aos Americanos!

 

È importante sensibilizar os Estados, as Instituições Civis e as populações de todo o Mundo para a necessidade urgente de acabar com esta miserável distorção, onde um só Jogador de Futebol ganha por mês uma quantia que dava para alimentar 8,6 milhões de etíopes!

 

NÃO Á FOME!

COMBATAMOS OS EXAGEROS DO FUTEBOL!

 Edgar de Carvalho

 



publicado por fragasdolis às 19:00
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Sexta-feira, 5 de Junho de 2009
JUSTIÇA !

 

 
 
UMA JUSTIÇA CEGA !
 
A Justiça é exemplificada nas fachadas dos Tribunais normalmente por uma escultura representando uma mulher com os olhos vendados, uma espada e uma balança!
 
Essa representação que se diz ser uma referência histórica ao direito da era romana, tem uma simbologia que nos tempos modernos não nos parece de acordo com a Justiça que hoje é aplicada e que deveria ser um exemplo de verticalidade e imparcialidade no cumprimento das Leis.
 
É no Séc. XV que uma venda é colocada sobre os olhos da “Justiça” em sinal da sua imparcialidade e da igualdade de tratamento que a todos é conferida perante a lei e perante aqueles que nos tribunais a aplicam para um julgamento justo. A espada representa a força, a ordem, a regra e o poder do Estado e a Balança o equilíbrio, a ponderação e a justeza na aplicação dessa mesma Lei!
 
Se assim fosse, talvez que nos tempos que correm a imagem da Justiça em Portugal devesse ter os olhos a descoberto, sem a tal venda que não deixa ver as injustiças que são frequentes na nossa sociedade!
A espada por certo teria que “cortar” a direito e a balança não poderia ter os pratos tão desequilibrados…
 
Bastará olharmos em redor e tropeçamos com os casos mais mediáticos que se arrastam nos Tribunais ou que nem sequer lá chegam, fruto de fortes pressões ao mais alto nível, ou das dificuldades que o novo Código do Processo Penal veio causar aos Juízes e Magistrados para uma equidade nos julgamentos.
 
Casos como Freeport, Operação Furacão, Casa Pia, Leonor Cipriano, EuroJust versus Lopes da Mota, Apitos Dourados e de outras cores, Valentins Loureiros, Felgueiras, Isaltinos Morais, Adelinos Torres, etc., são bem exemplares do funcionamento da nossa Justiça e da lentidão dos processos que se arrastam nos Tribunais até caducarem!
Vemos violadores de menores colocados em liberdade, sentenças imorais e absurdas como a do caso de Alexandra, a menina russa que foi entregue à mãe biológica, para já não referir os gangs apanhados em flagrante e que ficam a aguardar julgamento com apresentações periódicas à autoridade até fugirem!...
 
Esta é a face da outra Justiça que os portugueses não desejam! Uma Justiça que não lhes garante segurança, que “amarra” quem aplica a Lei a um Código injusto e que agrava a instabilidade e a insegurança dos cidadãos com reflexos sociais graves, uma Justiça que parece ter dois pesos e duas medidas, uma para os ricos e outra para os pobres!
 
É por isso que o símbolo da Justiça está desactualizado e a precisar de uns retoques para que possa representar o Povo, em igualdade de direitos, de defesa e de liberdade! A Justiça deve ser cega, mas em Portugal não pode ter uma “venda” nos olhos!    
 
Edgar de Carvalho
  
     
 


publicado por fragasdolis às 19:57
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Terça-feira, 5 de Maio de 2009
Preservar o Ambiente

AMBIENTE SAUDÁVEL É MAIS VIDA!

2009 é o Ano Internacional das Fibras Naturais, como complemento de uma vida saudável!

A FAO – Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação observa que um dos objectivos é criar uma maior consciência e estimular a demanda pelo uso das fibras naturais. A utilização e consumo de mais fibras naturais dependem de um melhor ambiente e um maior conhecimento da vida da natureza!

Mais espaços verdes, mais reservas naturais, despoluição dos rios, ribeiras e lagos, redes de saneamento em todas as zonas populacionais, mais água potável, são algumas das principais necessidades que têm uma importância fundamental na melhoria da qualidade de vida das pessoas mas também para um consumo de produtos naturais com mais garantias para a saúde.

A biodiversidade – a teia da vida na terra – é essencial para a qualidade da existência e bem-estar da humanidade e constitui um elemento crucial na sustentabilidade da dimensão social, económica e espiritual em qualquer sociedade do mundo.

A protecção de áreas de floresta integradas na conservação da natureza é um exemplo tanto pelo contributo no combate ao aquecimento global como pela retenção da diversidade biológica.

Na célebre cimeira de Quioto, a tal que não teve a aprovação dos americanos e do Governo de Bush para que fossem tomadas medidas à escala mundial com o objectivo de diminuir a poluição do planeta, reduzindo-se a emissão de monóxido de carbono (CO2) para a atmosfera,  foi assinado um protocolo que resultou em diversas medidas de defesa do meio ambiente.

Organizações ambientais como a Quercus e a Oikos têm alertado para a degradação do ambiente em Portugal com graves implicações na saúde das comunidades e na necessidade de serem lançadas acções no terreno para diminuir o impacto da poluição e proteger as espécies naturais.

Em Portugal já existem algumas associações vocacionadas para a área da biologia, com a implementação de Parques Biológicos e Estações de Biodiversidade.

O Pai da origem das espécies e o seu contributo para o entendimento da vida na Terra deve-se a Charles Darvwin, o mais célebre investigador e naturista da sua geração (1809-1882), tendo iniciado praticamente a sua adolescência em deambulações pelo campo coleccionando insectos, minerais, rochas, plantas e animais.

Os livros que Darwin escreveu ao longo da sua vida sobre plantas, as trocas de experiencias e as observações na sua propriedade em Down, foram de importância vital para o estudo das espécies e para o seu aproveitamento em termos biológicos e da saúde nos dias de hoje!

Existem em Portugal alguns Parques biológicos e botânicos, nomeadamente: Parque Botânico do Outeiro do Cornalhão em Crestuma,  Parque da Quinta dos Castelos em Santa Marinha e O Parque Biológico, de Gaia.

Reservas Naturais como a do Estuário do Douro e do Tejo e os Parques do Paul da Tornada em Caldas da Rainha e os Parques das Dunas em Cantanhede, Aguda, Lavandeira e o Geo Parque de Arouca, são algumas das áreas protegidas.

Um melhor ambiente, uma atmosfera menos poluída, uma diminuição da emissão de gases CO2, mais energias renováveis e eólicas são factores importantes para um melhor bem estar das populações de todo o Mundo!

É preciso combater a degradação da qualidade do ar, evitar a exposição humana e dos ecossistemas a substâncias tóxicas, a deterioração da camada de ozono estratosférico e as alterações climáticas.

O Homem deve ser o maior Amigo da Natureza e por isso contribuir para que as gerações futuras possam encontrar um Planeta mais limpo, menos poluido, mais saudável e com melhor qualidade de Vida!

Ambiente Saudável é mais Vida!

Edgar de Carvalho

 


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publicado por fragasdolis às 19:12
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Segunda-feira, 13 de Abril de 2009
Leiria de Antigamente

 

 

 

 

LEIRIA DOS VELHOS TEMPOS

 

 

“O SINALEIRO”

 

Leiria dos velhos tempos

Das histórias da cidade

De alegrias e sofrimentos

Mas também de muita saudade!

 

Outros hábitos e tradições

 Que agora vou recordar

Um tempo em que as gerações

Andavam mais devagar

 

É a história dos sinaleiros

Que do alto do seu pedestal

Dirigiam o trânsito

Que passava no local!

 

Leiria, como na generalidade das cidades portuguesas entre as décadas de 30 a 80 e logo após o inicio da revolução industrial, também foi contagiada com o desenvolvimento económico e social que começou a atrair mais gentes à sua urbe.

Apareceram mais veículos automóveis, com outra comodidade, acabaram as antigas charretes e carroças puxadas por mulas e os velhos hábitos de lazer e calma que percorriam a cidade foram sendo alterados com um maior fluxo automóvel que era preciso controlar e regular!

Foi assim que surgiram os primeiros sinaleiros, polícias especializados para regular o tráfego nas principais artérias, cruzamentos ou largos onde desembocavam as ruas de maior movimento!

Com gestos bem sincronizados, luvas e capacetes brancos, no alto das tradicionais peanhas de madeira pintadas com riscas brancas e vermelhas os agentes sinaleiros orientavam o trânsito, ora fazendo sinais para parar ou avançar! Nas estações de Inverno e de Verão era hábito colocarem nessas peanhas chapéus largos (como os usados nas esplanadas) para  proteger os sinaleiros da chuva ou do sol!

Uma curiosidade era o “Natal do Sinaleiro” e que consistia na colocação de um pequeno pinheiro junto a cada peanha, onde os condutores deixavam as suas prendas, como reconhecimento pelo seu trabalho ao longo do ano e contributo para uma melhor segurança rodoviária!

O primeiro serviço de sinaleiro em Leiria iniciou-se em 1930 e prolongou-se até Dezembro de 1980.

Os locais mais movimentados tiveram durante várias décadas agentes sinaleiros a orientar o trânsito em Leiria, como no cruzamento da Portela (junto à Câmara Municipal), no Largo Marechal Gomes da Costa (centro histórico), onde desembocavam seis ruas, no cruzamento da Av.dos Combatentes da Grande Guerra com a rua Dr. Correia Mateus e o mais concorrido o do Largo Alexandre Herculano (saída da Ponte Afonso Zúquete) em frente ao ex-Teatro D. Maria Pia, actual Fonte Luminosa, onde foi construída  em 2008 a “Rotunda do Sinaleiro”.  

A partir de 1981, com as alterações introduzidas na circulação viária, criação de rotundas e a implementação das novas tecnologias com a instalação de semáforos nos principais cruzamentos da cidade, Leiria iniciou uma nova era com a substituição do último sinaleiro, personagem simpática e típica para os leirienses, pelos modernos sistemas automáticos de coordenação do trânsito.

Sinais de um tempo que passou mas que se recorda como um contributo humano do sinaleiro, personagem imprescindível na evolução da circulação automóvel até aos dias de hoje! 

 

 

GRUPO ESCULTÓRICO "CAMPONESAS DO LIS A CAMINHO DO MERCADO"

Autor Anjos Teixeira Filho (1945)

 

 

                                                                       Edgar de Carvalho

 

       

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 



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Sábado, 21 de Março de 2009
Dia Mundial da Floresta e da Arvore

 

 Dia Mundial da Floresta e da Árvore

O Dia da Árvore foi comemorado oficialmente pela primeira vez no Estado norte americano do Nebraska em 1872.

Em 1971 por proposta da Confederação Europeia de Agricultores foi estabelecido o Dia Mundial da Floresta que se passou a comemorar no dia 21 de Março de cada ano.

Defender a Floresta é preservar o ambiente, é melhorar a qualidade de vida e contribuir para tornar o Planeta menos poluído e mais saudável!

A floresta, a árvore, são dos recursos naturais mais importantes na vida dos Povos! Ainda recentemente a tragédia que se abateu sobre a Austrália com um mar de fogos a engolir grande parte do país, a destruir cidades e a matar centenas de pessoas é um exemplo dos perigos cada vez mais fortes do efeito de estufa que se abate sobre as florestas em todo o mundo!

Hoje o Homem tem graves responsabilidades na protecção do Ambiente, não só pela falta de acções preventivas e de combate aos fogos, nomeadamente nas grandes reservas florestais como é o caso da Amazónia, no Brasil, mas permitindo mesmo o abate de longas extensões. As alterações climáticas, os interesses económicos, a falta de limpeza e manutenção das matas e florestas e as queimadas, são factores que têm facilitado o ressurgimento de um maior número de incêndios.

Portugal, um pequeno país com uma enorme tradição florestal, com grandes áreas de eucaliptos, sobreiros e pinheiros, nos últimos anos tem sido palco de um lapidar progressivo das suas riquezas, com enormes prejuízos sociais e económicos. Muitos dos fogos são postos por incendiários que pelos mais variados aspectos colocam o país a arder sem que sejam tomadas as medidas para acabar com estes crimes de destruição da natureza!  

Regiões com matas frondosas e serras de grande interesse turístico com paisagens espectaculares, como as Serras do Marão e Gerez, Luso e Buçaco, Sintra e Arrábida e o histórico pinhal de Leiria que se estende ao longo da costa litoral oeste, são das reservas naturais mais ricas de Portugal que é preciso preservar!

A reflorestação das áreas ardidas, para além dos enormes encargos e prejuízos para as populações, demoram muitos anos até atingirem o ponto de crescimento que reponha a floresta como um factor natural de defesa do meio ambiente!

É importante ao assinalar-se mais um Dia Mundial da Floresta e da Árvore, recordar que cabe ao Homem e aos Governos de todo o Mundo, às Associações Ambientalistas, como a Oikos e a Querqus, em Portugal e às populações, tomarem as medidas para que se possa minimizar este flagelo que vai destruindo uma das maiores potencialidades económicas e ambientais do Planeta!

 

Plantar uma árvore é contribuir para o sequestro do CO2, para melhorar a qualidade de vida ambiental e para a conservação e fortalecimento da biodiversidade!.

 

 

 

 

  Cedro com 130 anos/copa 26,45 m.diametro  Buçaco

 

Edgar Carvalho


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Domingo, 8 de Março de 2009
DIA INTERNACIONAL DA MULHER!

 

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

 “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”

(Artº 1º- Declaração Universal dos Direitos Humanos)

Ser mulher é ter direitos iguais numa sociedade desigual!

O Dia Internacional da Mulher que se assinala em 8 de Março, tem um significado especial, já que ele representa a luta das mulheres de todo o mundo pela sua total emancipação.

Neste dia do ano de 1857, as trabalhadoras de uma fábrica de fiação e calçado, na América do Norte na cidade de N. Iorque, vieram para a rua protestar por melhores condições de trabalho e pela redução do horário laboral, tendo sido fortemente reprimidas com uma violenta carga das forças policiais.

Em 1975, em sinal de apreço pela luta das operárias dessa fábrica, símbolo das mulheres de todo o mundo, as Nações Unidas consagraram aquela data como o Dia Internacional da Mulher.

A exploração da Mulher vem dos primórdios da escravatura humana !

Hoje, em pleno século XXI, continuam a existir graves assimetrias entre o Homem e a Mulher, é a chamada escravatura da era moderna.

Estima-se que existam actualmente cerca de 12 milhões de escravos em todo o mundo, dos quais 7 milhões são mulheres sujeitas às mais diversas formas de tortura, de exploração sexual e laboral, vivendo em situações degradantes, sem um tecto e passando fome, nomeadamente em muitos países do continente africano.

Nos países mais desenvolvidos a exploração é mais sofisticada com problemas diversos, como o desemprego, a diferença salarial para iguais tarefas, a responsabilidade das tarefas caseiras e do acompanhamento dos filhos, a violência doméstica, etc.

Neste aniversário de mais um Dia Internacional da Mulher a segregação continua a prevalecer e mesmo nalgumas regiões do Globo, como na Ásia e África é até considerada como uma condição histórica de descriminação social sem direitos iguais ao Homem e sujeita a todo o tipo de violência física  e psicológica!

É tempo do Mundo, dos Países mais desenvolvidos, das Potências mais ricas e industrializadas dedicarem a este estigma social e cultural acções conjuntas que levem à integração da Mulher na sociedade com os mesmos direitos do Homem!

Em Portugal as Mulheres representam mais de metade da população!

 

 

 

EM DEFEZA DA PAZ E DOS DIREITOS DA MULHER!

 

MULHER

A mulher é seiva da vida

É ternura e é amor

É mãe e é trabalho

É lágrima e sacrifício

É caminho e é fulgor

É o símbolo da liberdade

É futuro de confiança

É exemplo de tenacidade

É uma flor de esperança!

 

SIM PELA EMANCIPAÇÃO TOTAL DA MULHER!!


PRESTO A MINHA HOMENAGEM A TODAS AS MULHERES LUTADORAS!

 

Edgar de Carvalho


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Sábado, 7 de Fevereiro de 2009
A CRISE EM PORTUGAL!

MENU CONTRA A CRISE!

A crise está na ordem do dia !!!

É uma realidade incontroversa com os governos de todo o mundo a tentarem  minorar a mais grave “epidemia” económica e social desde a II Guerra Mundial.

As estratégias que estão a ser implementadas, nomeadamente com programas de investimento público, não parecem ser a melhor opção se olharmos para os milhões de desempregados, para as empresas de alta tecnologia com redes em todo o globo a encerrarem e milhares de famílias a viverem abaixo do limiar da pobreza!  

Os milhões de euros que o Governo português tem injectado na Banca e os milhões que pretende “investir” em novos empreendimentos, seriam melhor aproveitados se houvesse um plano de apoio à recuperação das PME’s e uma redução dos impostos de primeira linha, como o IRS e IVA, de acordo com a análise de reconhecidos economistas. O executivo de José Sócrates, já está em pré campanha eleitoral e por isso começou a sua corrida por todo o País, com os mesmos argumentos e um discurso falacioso que já não convence ninguém! De promessas está o mundo cheio!

O Governo não controla o desemprego nem tem capacidade para evitar o encerramento das empresas quanto mais para construir aeroportos e auto estradas… se o povo não tem dinheiro como é que vai passear?

Os cidadãos estão preocupados com o presente e não vêem qualquer luz ao fundo do túnel! Esta crise mais parece um folhetim com características de uma qualquer especialidade gastronómica cozinhada ao sabor dos mais poderosos e das grandes fortunas que dominam o País…

Por tudo isto sugiro este menu “À Portuguesa” com os seguintes produtos mediáticos: Entradas – “Apito Dourado”; Sopa - “Operação Furacão”; Prato – “O Buraco do BPN” ; Vinhos – “Casal Felgueiras”;Sobremesas – “Novela Casa Pia”; Aperitivos – “Freeport”!

Uma refeição com todos estes ingredientes é a melhor das dietas para quem sofre de indisposição política e anda com azia à corrupção que se agrava sem que o Governo tome quaisquer medidas para a combater!

Esta por certo não é a ementa democrática que o Povo deseja! Vivemos hoje uma democracia que não permite aos partidos da oposição, acorrentados às suas propostas, apresentarem alternativas porque não podem transpor a barreira da teimosia e prepotência do actual Governo de maioria absoluta! E quando a crise impõe as suas leis e o Governo se fecha cada vez mais e se isola da sociedade que o elegeu é natural, mas preocupante, que os portugueses se divorciem deste tipo de governação!    

 

Edgar de Carvalho


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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009
MIGUEL TORGA

MIGUEL TORGA E A CIDADE DE LEIRIA

Miguel Torga nasceu em 1907, numa pequena aldeia em S. Martinho de Anta, concelho de Sabrosa (Vila Real), Trás-os-Montes e faleceu em Coimbra em 1995.

Miguel Torga ficou para a história como um dos vultos mais importantes da literatura portuguesa, com o seu estilo inconfundível, tendo deixado uma vasta produção literária desde Diários, Ensaios, Contos, Poesia até aos Romances e recebido ao longo da sua vida vários prémios e homenagens.

Miguel Torga teve um percurso difícil. Filho de camponeses pobres, terminou a 4ªclasse com distinção.

Esteve um ano no Seminário em Lamego, onde lhe foram reconhecidos talentos de escrita fora do comum. Aos 13 anos, em 1920, seus tios levaram-no até ao Brasil e por lá ficou a trabalhar na Fazenda, em Santa Cruz, Estado de Minas Gerais.

Reconhecendo no sobrinho qualidades e grandes capacidades para além do trabalho nos campos, o tio pagou-lhe os estudos e Adolfo Correia da Rocha, nome de baptismo, regressou a Portugal e foi estudar para Coimbra, tendo entrado na Faculdade de Medicina em 1925.

A sua veia poética traduziu-se no seu primeiro livro de versos,  enquanto estudante intitulado “Ansiedade” publicado em 1929.

Ainda no curso de medicina iniciou uma relação de amizade através da revista “Presença” tendo colaborado com escritores como José Régio, Branquinho da Fonseca, João Gaspar Simões, Edmundo Bettencourt, entre outros.

Acabada a licenciatura em Medicina, com 24 anos, foi exercer Clínica Geral para Miranda do Corvo, mas cedo se radicou em Coimbra.

Em 1934 usa pela primeira vez o pseudónimo “Miguel Torga” com o qual assinaria toda a sua Obra. “A Terceira Voz” marcou essa identificação.

Em 1939 abriu um pequeno consultório de clínica geral em Leiria, na actual Rua João de Deus, um pequeno troço que desemboca no chamado “Terreiro”.

A cidade do Lis sempre o encantou! Nos dois anos em que ali exerceu medicina partilhou a sua veia de escritor nas horas vagas com as consultas que ia fazendo aos seus doentes. Aos fins-de-semana regressava à sua terra de adopção Coimbra, onde se encontrava com professores e intelectuais como Paulo Quintela, Vitorino Nemésio, etc.

Em Leiria, onde permaneceu até 1941, continuou a escrever algumas das suas obras, como “O Quarto Dia da Criação do Mundo” e aquela que viria a ter mais edições “Os Bichos”.

Apesar da sua fugaz passagem por Leiria a sua vida pessoal viria a ficar marcada, quando a PIDE ali o prendeu. Miguel Torga esteve três meses  encarcerado no Aljube, supostamente por ter escrito um texto sobre a Guerra Civil em Espanha que não agradou aos esbirros da ditadura de Salazar! 

Em 1941, por causa das dificuldades com as impressões nas tipografias locais, regressou definitivamente a Coimbra e abriu um consultório no Largo da Portagem.

Iniciou o que viria a ser o “Diário” e em 1993 publicou o 16º e último volume.

Em 1954 recusou um prémio literária atribuído por ocasião das comemorações do centenário de Almeida Garrett.

Recebeu muitos outros prémios e homenagens ao longo da sua carreira personalizada numa invulgar estética de poeta e escritor como “Prémio Diário de Noticias/1969”, Prémio Internacional de Poesia das Bienais de Knokke-Heist/1976”, “Prémio Camões/1990” e “Prémio Crítica/1993”, entre outros.

Da sua vasta produção literária destacam-se obras como “Ansiedade” (1º livro de poesia), “Pão Azimo” (1º livro em prosa), “Os Bichos”, “Mar",Terra Firme”, “Vindima”, “Contos da Montanha”, “O Quarto Dia da Criação do Mundo” e “O Senhor Ventura” a par de muitos outros escritos, versos, romances e ensaios.

Miguel Torga faleceu em Coimbra em 1995.

 

CASA ONDE NASCEU O ESCRITOR MIGUEL TORGA

 

Edgar de Carvalho



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Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008
NATAL 2008

NATAL É SEMPRE NATAL!

Crise mundial! Fome, guerras, conflitos multi-raciais, problemas ambientais à escala global! Etnias em sangrentos confrontos religiosos! Catástrofes, inundações, terramotos, tufões, ciclones e milhares de vitimas por todo o Planeta!

A actual conjuntura social económica e financeira que se vai abatendo em alterosas vagas que a pouco e pouco inundam os Países menos desenvolvidos e estão a desmoronar o edifício do capitalismo com particular incidência nas maiores potências mundiais, pode vir a provocar um caos humanitário difícil de estancar!

Mas apesar desta imagem preocupante que está a alastrar-se afectando milhões de pessoas do Pólo Norte ao Pólo Sul, o Homem continuam ciclicamente, ano após ano, a respeitar uma tradição cristã de mais de dois mil anos, celebrando em 25 de Dezembro o NATAL!

Época festiva na qual as pessoas tentam por uns dias fazer “esquecer” os seus problemas pessoais, profissionais ou sociais, e extroverter um pouco dos seus sentimentos, tornando-a num espaço de solidariedade e de amizade. Convívios familiares ou de amigos transformam esta Quadra num espaço de menos tristeza e de alguma esperança num futuro mais promissor!

É uma tradição cristã que se estende a outras religiões, com especial significado entre  os católicos, que a festejam com grande pompa desde a confecção de bonitos presépios até às Missas de Natal.

Neste período acontecem acções de grande ajuda ao próximo, como a recolha de bens alimentares, distribuídos por Instituições Humanitárias que os fazem chegar às famílias mais necessitadas, proporcionando-lhes algum conforto físico e moral!

As comemorações de Natal, de um modo ou de outro, são sentidas entre os Povos como um incentivo à aproximação dos seres humanos e uma forma de minimizar as complexas divergências ideológicas e religiosas que continuam a marcar negativamente o Mundo dos nossos dias!      

É nesta conjuntura e num quadro de enormes e perigosas convulsões sociais resultantes da crise que se abateu sobre as populações do Globo, que este Natal de 2008 vai ser também um Natal diferente para muitos portugueses! Um Natal de alguma reflexão, mas também um Natal em que provavelmente, muitos de nós, mesmo os menos crentes ou os ateus, vão participar com um sentimento de maior intimidade familiar e tentar ajudar à reconciliação da Humanidade!

O Natal, para além de ser um símbolo de Harmonia entre os Povos católicos é uma tradição na qual a representação do nascimento do Menino Jesus é um exemplo para que os Homens possam alcançar a liberdade e viver um futuro com melhor bem-estar e de Paz, onde as Guerras não tenham mais lugar!

O Natal é tradição nos quatro cantos do mundo!

Desde a Lapónia, no Pólo Norte, com o Pai Natal a levar as prendas no seu trenó deslizando na neve puxado pelas renas, até ao hemisfério sul, com as prendas no sapatinho ou ao redor da árvore de natal e às feéricas iluminações um pouco por toda a parte, todos nós recordamos a nossa meninice e retornamos um pouco à criança que também fomos para nos juntarmos aos nossos filhos e netos num ambiente de alegria!

Como diz o poema “Natal é tempo de Amor! Todo o Mundo é igual”

Natal é viver a alegria num outro mundo de magia, onde as crianças possam  construir com os seus sonhos um castelo de estrelas que não seja só fantasia mas também o desejo de um futuro mais feliz e  mais próspero para TODOS!!!   

FELIZ NATAL COM PAZ E AMOR

RecadosAnimados.com

 

Edgar Carvalho



publicado por fragasdolis às 11:18
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Domingo, 2 de Novembro de 2008
O TINTIM DE SOCRATES!

 

 

O BRINQUEDO DO PRIMEIRO-MINISTRO !
 
 
Era o “Magalhães”, agora também é o “Tintim”! …
Claro que Fernão de Magalhães, que ficou para a História como o navegador que realizou a primeira viagem de circum-navegação à volta da Terra, nunca sonharia vir a tornar-se o símbolo das modernas tecnologias da informática!
 
A verdade é que até o Chefe do Governo já faz propaganda ao computador que integra a sua bagagem pessoal - um mimo!
 
Mas o curioso deste novo computador portátil é que teve honras de apresentação publica na XVIII Cimeira Ibero-Americana que se realizou no mês de Outubro em São Salvador, com a presença de 22 Chefes de Estado e de Governo!
José Sócrates deu-se ao luxo de em plena Cimeira rapar do “Magalhães” e em seis minutos teve o seu “momento de promoção” para vender mais uns milhares e oferecer um a cada participante! Até os seus assessores “trabalham” com esta pérola ! O caricato é que sendo a Cimeira destinada a abordar os problemas económicos e a crise mundial, o primeiro-ministro de Portugal iniciou o seu discurso a fazer publicidade como se de um qualquer feirante se tratasse na venda do seu produto.
 
Só faltou atirar o computador ao chão, como fez Hugo Chavez o presidente da Venezuela! Um verdadeiro show off!
 
Quando o Chefe do Governo José Sócrates tem que ir a uma Cimeira Internacional fazer a apologia de um computador algo vai mal no reino da Portugalândia… O País merecia uma melhor e mais dignificante imagem e o que ficaram foram os sorrisos amarelos e as críticas nalguma imprensa sul americana como foi o caso do Jornal de El Salvador “La Prensa Gráfica” que relata um desabafo do presidente do Equador: “o que virá para as outras cimeiras? Um Jacto? É uma obrigação em Dezembro o presidente Lula levar um televisor plasma para a Cimeira Latino-Americana “!!!
    
 
 

Edgar Carvalho



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Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008
Por um Mundo Melhor!

 

 

 

AI SE EU FOSSE RICO!
Como o Mundo seria diferente!
 
O chilrear dos passarinhos e a verdura dos campos. O cheiro das flores e o saltitar dos peixes nos rios despoluídos. O sussurrar dos riachos galgando por entre as escarpas que envolvem as belezas paradisíacas das quedas de água nos lagos de todo o Planeta, fazem parte da minha riqueza imaginária que o Homem vai destruindo!
Ai seu eu fosse rico!
Os animais seriam livres! As guerras não teriam lugar na Terra e seriam destruídos os armamentos nucleares.
As crianças tinham todo o tempo para brincar e não haveria mais lugar à exploração infantil!
Os nossos pais e avós teriam outra qualidade de vida! O Governo seria obrigado a melhores cuidados de saúde e a um apoio social mais humanitário.
Os bairros “multi-raciais”, verdadeiros guetos onde a violência a criminalidade e a toxicodependência são factores de descriminação e isolamento, seriam integrados num plano de reabilitação, com estruturas de convívio e um equilibrado projecto de integração social.
As belezas naturais seriam salvaguardadas (parques de lazer e áreas protegidas), os pulmões ambientais para as populações descansarem do seu quotidiano de trabalho!
Ai se eu fosse rico!
A sociedade não poderia ser tão egoísta!
O Mundo jamais seria o actual “mundo cão” em que nos movimentamos! Uma verdadeira corrida de interesses e privilégios no qual uns milhares de multi-milionários subjugam milhões de seres humanos à sua ânsia de dominação e de poder.
A POBREZA não seria mais um argumento de empobrecimento e de desigualdade, mas sim um factor de luta urgente por uma verdadeira inclusão social.
Uma luta prioritária contra a humilhação !
Para combater a Pobreza é importante que sejam respeitados os princípios básicos dos direitos humanos!
A violação do direito a uma vida digna, contribuirá para uma situação de pobreza.
Ai se eu fosse rico a pobreza seria erradicada da Terra e a liberdade era um direito de todo o ser Humano!
Aqui recordo o último parágrafo do “Estatuto do Homem” do chileno Thiago de Melo aprovado em 1964:
 
 “Fica proibido o uso da palavra Liberdade
 “A qual será suprimida dos dicionários
“E do pântano enganoso das bocas
“A partir deste instante
“A liberdade será algo vivo e transparente
“Fica proibido o uso da palavra Liberdade
 “Como um fogo ou um rio
“Ou como a semente do trigo
“E a sua morada será sempre
“O coração do Homem!
 
Era tão bom que fosse mesmo assim!
 
Edgarcarvalho
 


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Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008
PORTUGAL EM CRISE!

 

 

EM TERRA DE CEGOS QUEM TEM UM OLHO É …ESPERTO !
 
Neste pequeno torrão à beira mar plantado, no extremo ocidental da Europa, de onde outrora partiram as caravelas à descoberta de novos mundos, vive hoje um povo desencantado, a quem chamam lusitano e que decorridos nove séculos de História está confinado a um pequeno espaço com dez milhões de habitantes, sem rumo e sem esperança!
Mas a verdade é que temos as nossas qualidades e virtudes que infelizmente não são reconhecidas por quem nos governa! Pelo contrário aproveitam-se das capacidades de muitos portugueses para os “utilizarem” como verdadeiros “robots” ao serviço dos interesses de alguns!
Para além de sermos um país comunitário (é uma honra!), também somos o que vive a maior crise económica e social pós 25 de Abril!
E de quem é a culpa?
Lá está! É dos cegos… somos todos uns anjinhos (sem asas), enganados por meia dúzia de espertos, esses sim, com os olhos bem abertos!
Os “glutões”, esses senhores que fazem parte da elite dos tais milionários: os Belmiros, os Amorins, os Jerónimos Martins, os Soares da Costa, os Berardos e quejandos, dominam a seu belo prazer este Portugal a quem Sócrates estendeu a passadeira para os seus livres investimentos, com fabulosos lucros, porque senão… batem com a porta e o país treme !
A crise que aí está veio para ficar e 2009 vai ser um ano de grande turbulência!
A campanha eleitoral, camufladamente, já começou com as correrias do primeiro ministro e seus pares por todo o lado, em inaugurações e promessas de melhores dias, como no antigamente!!!
O que vemos é uma meia dúzia de iluminados que andam por aí como mágicos que conseguem com uns truques fazer desaparecer os poucos recursos que ainda possuímos!
É por isso que Portugal tem contrastes de arrepiar, com as tais reformas chorudas de algumas dezenas de figuras públicas, antigos ministros e administradores com “tachos” em duplicado e que levam para casa milhares de euros!
Somos um país de serviços, totalmente dependentes do mercado externo.
Projectos é connosco, quanto ao resto!... é o que se vê!
Mas o que é bom é ser hoje um preso “vip”! Isso sim! Não se chateiam, batem com o pé, ameaçam, ofendem os juízes e ainda são indemnizados com milhares de euros!
Os Pedrosos e os Pintos da Costa, esses vão receber uma pequena fortuna. Mas esperem pela pancada! Pelo andar da carruagem há mais uns tantos: os Avelinos Torres, os Valentins Loureiros, as Fátimas Felgueiras e porque não, os Carlos Cruz e companhia… E quem paga? É cá o Zé Povinho. Só o Pinto da Costa, por estar detido no tribunal durante 3 horas e cinco minutos vai receber uma “recompensa” de vinte mil euros, qualquer coisa como 110 euros por minuto!!! Um escândalo!
Temos o que merecemos, ou talvez não! É tempo de abrirmos os olhos e deixarmos de ser ceguinhos, porque o futuro de Portugal é de todos nós e não pode depender só da Europa e muito menos dos americanos!
Nós os portugueses, temos grandes responsabilidades!
 
2009 vai ser um ano de grandes decisões e as próximas eleições autárquicas e legislativas serão sem dúvida de importância capital e um verdadeiro teste à inteligência do povo !
 
Pensemos bem no nosso presente, mas mais no futuro que nos espera e façamos uma profunda reflexão! Portugal só sobreviverá se for de TODOS OS PORTUGUESES!
 
Edgar de Carvalho


publicado por fragasdolis às 19:38
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Segunda-feira, 23 de Junho de 2008
Portugal, Futebol e Crise!

PORTUGAL SEM FUTEBOL

É COMO UM JARDIM SEM FLORES?

 

O que vai ser deste país sem futebol neste verão de 2008?

Como vão viver os portugueses sem os seus ídolos?

É triste ver o sofrimento estampado no rosto de milhares de fãs do futebol, sem terem agora com quem discutir as tácticas ou as substituições do mister Scolari, o tal Filipão que já foi de malas bem recheadas de libras para Inglaterra!

O que vão fazer agora esses jovens fanáticos da bola, sem motivos para descarregarem as suas bebedeiras nas ruas e esplanadas e para descambarem em correrias nos seus carros pondo em perigo a vida dos cidadãos?

Tenho pena deste meu Portugal, porque a tal “selecção de todos nós” se transformou no filão só de alguns, num país a sofrer a maior crise económica e social dos últimos trinta anos!     

Mas há males que vêm por bem!

Ainda assim foi bom a rapaziada ser corrida do Euro mais cedo do que os “adivinhos” profetizavam!

O Scolari já tem mais tempo para escrever o seu livro “ Eu é que sou o burro?”.

O Cristiano Ronaldo já pode procurar outro clube para ganhar mais algum que o ajude a comprar outra casita, a alimentar a família e a sustentar mais umas “gajas”! Quanto ao Ricardo, vai puder tirar um curso por correspondência: “Os frangos também se abatem”.

Os restantes jogadores, cansados de tanto trabalho, emigraram com as famílias e refugiaram-se no Algarve!

Quanto ao “Povão”, esse que tranquila e ingenuamente alimenta o futebol, vai agora ter tempo para pensar nos seus problemas e qual será o seu futuro nesta sociedade…

Somos um País de contrastes gritantes! Com a tal mania das grandezas que herdámos de D. Afonso Henriques, quando pensou que aliando-se aos espanhóis e derrotando os mouros tomava conta da Península Ibérica… Pois é! Só que nesse tempo ainda o futebol era jogado de outro modo… as bolas eram petardos e os jogadores trepavam aos castelos para conseguirem alguma comida … Hoje é o que se vê!

Meia dúzia de jogadores, empresários quanto baste e toda uma organização de marketing bem oleada movimenta milhões de euros que fazem do futebol a mais poderosa indústria de sempre!

Quanto ao resto, é tempo de todos nós pensarmos que os problemas do País, os nossos, os das nossas famílias, o futuro dos nossos filhos e netos não se resolvem com o futebol e muito menos com esta louca euforia que desabou como um baralho de cartas em poucos minutos!

Temos o Portugal que merecemos, mas também porque não sabemos combater aqueles que se servem do nosso trabalho, do poder e da governação para aproveitando a nossa indiferença e conformismo continuarem a fazer uma política anti-social e a privilegiar uns tantos amigos e lobbies que dominam o país a seu belo prazer!

Essa ideia nova da tal “Taxa Robin dos Bosques” que anda a germinar no iluminado cérebro de Sócrates, só pode ser uma invenção para as próximas eleições…

A não ser que seja para aplicar ao contrário desse “herói” dos tempos das histórias aos quadradinhos da nossa infância… Este Robin dos Bosques da era moderna provavelmente deve ser para tirar mais algum aos pobres e encher os bolsos dos ricos!!!

Heróis, heróis, são os jogadores de futebol! O resto é conversa!!!

 

Finalmente que o Presidente da República descobriu que “há mais vida e desafios para lá do futebol que agora temos que enfrentar ”! Palavras suas depois do afastamento da Selecção do Euro!!! Vejam lá se a malta era campeã da Europa!!!

Acabava a crise, não havia mais desemprego, os problemas com a saúde e a educação eram resolvidos e as famílias tinham uma vida com mais bem estar e melhor futuro!

 Mas então o Presidente esqueceu-se de receber em Belém a Selecção depois de regressar da Suíça? Afinal também tem mau perder!...

 

É que o nosso Jardim, vai continuar infelizmente por muito mais tempo sem flores! 

 

edgarcarvalho

 



publicado por fragasdolis às 19:52
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Quarta-feira, 11 de Junho de 2008
O GOVERNO DE SOCRATES

O GOVERNO SOCRATES VAI DE FÉRIAS!

E OS PORTUGUESES?

 

“Portugal é o país da União Europeia onde o fosso entre ricos e pobres é maior”.

 

Esta frase não é de um qualquer cidadão comum.

Esta verdade é de D. Manuel da Silva Martins, primeiro bispo de Setúbal e faz parte de um artigo publicado no “Noticias Magazine” do JN!

Aí está o verão à porta! Pelo que dizem os meteorologistas vai ser um dos mais quentes dos últimos anos! Pelo menos para os portugueses!

Não será pela recessão económica, ou pelas questões ambientais. Nem sequer fruto dos preços dos combustíveis, nem dos cartéis organizados, ou da greve dos maquinistas da CP, dos protestos dos camionistas, ou mesmo da emigração forçada de milhares de portugueses à procura de melhores dias…

Todos sabemos, TODOS, independentemente das nossas convicções políticas ou opções Partidárias, que a crise actual, uma das maiores e mais preocupantes dos últimos vinte anos é fruto das más políticas dos vários Governos, agravadas pelo actual, desde que foi eleito em 2005! A conjuntura internacional não pode ser culpada de todos os males do nosso País!

 

Hoje fruto de uma gestão neo-liberal, que tem protegido os lobbies instalados e a Banca, que arrecadam milhões de lucros, existem reacções de conflitualidade permanente e enormes bolsas de pobreza e de fome que atravessam a nossa sociedade com a classe média a sofrer as consequências desta política anti-social.

Não é de hoje a falta de incentivos para sectores vitais como a agricultura e as pescas.

O aumento do desemprego, a incapacidade para a colocação dos jovens licenciados no mercado de trabalho e a fuga dos melhores investigadores para o estrangeiro, são alguns dos exemplos do desinteresse do Governo pelo futuro dos portugueses.

Algumas migalhas para os reformados e essa “coisa” do abono para as jovens mães, ou os descontos nas taxas moderadoras para a terceira idade, são meros paliativos para distrair a malta… aguardem pelo início de 2009 e aí teremos mais um pacote de promessas!!! As constantes deslocalizações das grandes multinacionais, sem cumprirem os acordos com o Governo, com milhares de trabalhadores atirados para a miséria familiar são a resposta das políticas anti-laborais do Governo! A sua acção neste campo tem sido ZERO!

 

Os “passeios” do Primeiro-Ministro à Venezuela e Argélia são apenas “fogachos” !

Os resultados dos acordos internacionais são normalmente em benefício dos grandes empresários que acompanham a comitiva e que mais tarde se apoderam das mais valias e arrecadam os lucros dos contratos firmados!

Agora para compor o ramalhete Portugal votou também a favor na União Europeia   para que a semana laboral de trabalho possa  ir até às 65 horas … provavelmente com cama incluída! Cada vez mais trabalho para sustentar os vilões!!!

Os portugueses com este panorama não podem ter “Férias”, ou então ficam pertinho de suas casas…enquanto os senhores ministros, esses “fogem” do País e esquecem quem ao longo do ano trabalhou no duro para lhes “sustentar” os vícios e as grandezas.

 

Mas como nem tudo é mau valha-nos o “São futebol” e o “Santo Euro 2008”!

Sempre andamos distraídos… E já agora apenas alguns números que o Euro movimenta: 1237 milhões de euros nas transmissões televisivas, 530 viaturas para transportar participantes e “amigos”, 10 mil jornalistas, 13 milhões de bilhetes e patrocínios oferecidos pela Carlsberg e 240 milhões de previsível lucro final para a UEFA!!!

Será que Portugal ganha alguma coisinha? Se a Selecção portuguesa vencesse o Euro…

Apesar de tudo tenho esperança que os portugueses pensem bem no presente e no que lhes reserva o ano de 2009! Acreditem que só com outra política económica e social o

País poderá ser mais solidário, com direito à dignidade a que temos direito e um melhor nível de vida para TODOS OS PORTUGUESES!!!

 

Assim NÂO!

 

Edgar de Carvalho

 

 

 



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Sábado, 24 de Maio de 2008
Castelo de Leiria

AS MEMORIAS DA CIDADE

 

O CASTELO DE LEIRIA

 

O castelo de Leiria é sem dúvida o mais emblemático monumento da cidade, um ex-libris que o identifica com a sua história, fazendo parte das memórias de um passado dos tempos das conquistas e das guerras com os mouros desde o reinado do primeiro rei de Portugal D. Afonso Henriques.

Situado num morro, em posição dominante sobre a cidade, na margem esquerda do rio Lis, rodeado pelo velho casario do centro histórico o Castelo é um belo e imponente monumento medieval.

Conquistado aos mouros em 1135 por D. Afonso Henriques, foi reconstruído em 1192, com uma cerca reforçada no reinado de D. Sancho I. Foi seu primeiro alcaide D. Paio Guterres, que tem uma praça com o seu nome na zona histórica da cidade.

Em 1195 depois do último ataque dos muçulmanos o pequeno burgo que vivia dentro das muralhas começou a expandir-se ao redor do Castelo chegando até aos “Castelinhos”, no sopé do monte.

Em 1254, D. Afonso III reúne as primeiras cortes em Leiria e no reinado seguinte, D. Dinis vem residir com a sua família para o Castelo e dá-se então início a um maior desenvolvimento económico e social da população que sentia uma maior protecção.

Por volta do século XV sucederam-se as primeiras feiras medievais a terem lugar na cidade que cresceu ao redor do Castelo, por praças, ruas e vielas.

No início do Séc XIX as tropas francesas provocaram extensos danos na cidade e no Castelo .

No final do século XIX, o arquitecto Ernesto Korrodi, suíço naturalizado português e radicado em Leiria, onde viria a casar e que deixou belas obras da chamada “Arte Nova”, como a “Vila Hortênsia”, o Mercado de Santana, o edifício da Câmara Municipal e o antigo Banco de Portugal, elaborou um projecto de restauro das ruínas do monumento. As obras do Castelo tiveram várias fases e foram concluídas na década de 1980

Defendido externamente por uma barbacã, a cerca é reforçada por torreões de planta quadrangular.

Na cerca exterior incluem-se a Porta do Sol (a sul) onde hoje está a Torre da Sé e a Porta dos Castelinhos (a norte).

No interior do Castelo pode admirar-se o Paço da Alcáçova, designado também pelo Paço da Rainha S. Isabel ou Paço Real, com diversas salas de concepção gótica e uma admirável galeria panorâmica com oito arcos ogivais, apoiados em capiteis duplos, com uma vista soberba sobre a cidade, com realce para o Centro Histórico, a Sé, Praça Rodrigues Lobo, Rio Lis e morro de NªSª da Encarnação.

A sua Torre de Menagem de 17 metros, com um pequeno museu no seu interior e as ruínas da Igreja da Nª Sª da Pena (estilo gótico) os antigos celeiros medievais, hoje oficinas de arqueologia da Câmara Municipal, o Pátio Interior e Porta da Traição são alguns dos locais que merecem uma visita atenta.

O Castelo é rodeado por uma primeira cerca muralhada que leva os visitantes a entrar pela Porta do Sol (junto à Torre Sineira) e a subir por uma rampa que dá acesso à entrada principal do Castelo pela Porta da Albacava (“recolha de gado” em árabe), em arco de volta redonda sob uma torre que funcionou como sineira da Igreja de Nª Sª da Pena.

O Castelo de Leiria tem uma localização privilegiada com uma majestosa paisagem ao redor e está classificado Monumento Património Nacional.

   

Edgar Carvalho


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Quinta-feira, 1 de Maio de 2008
Musica é uma paixão!

O PRAZER DA MUSICA!

 

 

Há oportunidades que a vida nos proporciona e que se tornam num prazer desejado pela mente, numa atracção mítica que quase sem sabermos como nos arrasta para descobertas de mundos inimagináveis de prazer e de boa disposição! É o caso da Música!

Quase sem saber bem como, dei um dia comigo a subir as escadas duma das colectividades mais antigas da cidade, o Orfeão de Leiria. Ouvi ensaiar o coro da casa. Gostei dos sons, do agradável ambiente e da repousante tranquilidade que envolvia toda aquela atmosfera! Depois sujeitei-me a um pequeno teste de audição, para ver se tinha algum jeito para cantar. Acabei por ser aceite e lá me “incluíram” naquele maravilhoso mundo da música coral onde ainda hoje continuo há mais de três décadas!

Sou amador, com rudimentares conhecimentos musicais, aprendi solfejo e consigo compreender e ler uma pauta de música! Quanto ao resto é o ouvido, a voz e o prazer de cantar em grupo!!!

Tem sido esse amor à música que me leva pelo mundo, graças ao Orfeão de Leiria, uma Instituição de grande prestigio cultural e artístico e que tem no Coral uma das suas vertentes de maior historial e mais representativa de Leiria e da região.

O Coral do Orfeão já participou em inúmeros concertos, a solo ou com outros grupos, em intercâmbios corais, em Festivais de Musica, em Encontros de Musica Coral, incluindo concertos com instrumental e orquestras sinfónicas em Portugal Continental e nos Açores, quer um pouco por toda a Europa e Brasil, num movimento que envolve o conhecimento de outras culturas, a aprendizagem de outras formas de cantar em grupo e o prazer de fazermos novos amigos.

A música e as suas diferentes características de evolução cultural através dos tempos, desde a Música da pré-história, à música renascentista, barroca, clássica, moderna e vanguardista, incluindo a popular de raízes tradicionais, marca épocas na História da evolução humana e as suas raízes exercem forte influência no desenvolvimento cultural dos Povos.

É por tudo isto que a música me enche de prazer e é um “passatempo” saudável que ajuda a preencher alguns espaços da minha alma quando por momentos nos sentimos menos felizes!

Através da música somos diferentes do ser que julgamos que somos!!!

Cantar é sentirmo-nos mais felizes connosco e expressar através da música sentimentos de vivência cultural que contribuem para entendermos que os seus sons ajudam a compreender melhor as culturas de outras gentes!

Como disse o grande filósofo Marco Aurélio “É preciso muito pouco para tornar a vida mais feliz”!

E cantar é realmente uma forma simples de irmos ao encontro de quem precisa de ouvir e sentir a música como um meio de nos tornarmos e a tornar mais feliz!

Aprecio todos os tipos de música mas a clássica, de extraordinários compositores como Beethoven. Verdi, Mozart, Schubert, Fauré, entre outros, dão-me um prazer diferente e preenchem o meu ego !

Edgar de Carvalho


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Terça-feira, 29 de Abril de 2008
Leiria cidade de Poetas!

POETAS E ESCRITORES DE LEIRIA

(Cap. III)

 

Revisitei a minha cidade e retornei a um tempo de poetas e escritores. Descobri que afinal Leiria teve um período de grande fulgor cultural e artístico, com grandes vultos que desde 1500 até aos nossos dias se envolveram num espaço de meditação e de sonho espraiando as suas vocações pelo calmo e remansoso Lis, em romances e poemas que merecem ser recordados…

Passarei por aqui algumas dessa figuras, um pouco da sua vida e um pingo do perfume das suas Obras…   

 

                  FRANCISCO RODRIGUES LOBO

Poeta e prosador, nasceu em Leiria em 1579 (!)

Morreu afogado no Tejo em 1621, quando seguia de Lisboa para Santarém.

Era o príncipe dos poetas bucólicos de Portugal. Cantou a cidade!

A estátua da obra “O Pastor Peregrino” que está num recanto do Jardim Luís de Camões, representa nos romances bucólicos a figura pastoril que era o próprio poeta!

Nas suas obras destacam-se as “Éclogas”, “A Corte na Aldeia”, “O Pastor Peregrino”, “A Princesa” e as personagens que criou, Lisea, Lisandra, Lorino, Lucélio, Leontino, Lardénio,etc.

Autor de muitos poemas cantou a cidade de Leiria e os seus rios Lis e Lena. Utilizou o pseudónimo de “Lereno” e da mulher que amou “Juliana Lara” para as personagens que criou nas suas obras.

A Praça Rodrigues Lobo, com o busto do poeta em bronze é a sala de visitas da cidade, no coração do Centro Histórico e é uma homenagem ao poeta leiriense que teve uma curta vida mas um valioso percurso literário.

 

“Fermoso rio Liz, que entre arvoredos

Ides detendo as águas vagarosas,

Até que umas sobre outras de invejosas

Ficam cobrindo o vão destes penedos (…)

 

(Francisco Rodrigues Lobo)

 

 

AFONSO LOPES VIEIRA

Poeta naturista, cantor das belezas do mar, do pinhal, dos campos e dos animais.

Nasceu em Leiria em 1878, onde morou com os seus pais na Rua da Graça, onde se encontra um busto de bronze, no qual o poeta está debruçado sobre um rochedo contemplando o mar de S. Pedro de Muel. Bacharelado em direito em Coimbra em 1900, passou a sua vida entre Lisboa e a sua “Casa dos Búzios” na Praia de S. Pedro de Muel,  hoje transformada em museu!. Foi nesta praia ao som do sussurrar do vento nos pinheirais e da voz das ondas do mar que se espraiavam pela areia até ao sopé da sua casa , que escreveu muitos dos seus poemas e alguns dos seus romances.

 O “Naufrago”, “Auto da Sebenta”, “O Pão e as Rosas”, “Ilhas de Bruma”, “Saudação à Rainha Santa”, “O Encoberto”, entre outras obras, marcaram uma época importante na vida do escritor e do poeta.

 

“Ai flores, ai flores do Pinhal florido

Que vedes no mar?

Ai flores, ai flores do Pinhal florido,

Que grande saudade, que longo gemido

Ondeia nos ramos, suspira no ar!”

 

(Do livro “As Ilhas de Bruma”)

 

 

 

ACACIO SAMPAIO DE TELLES E PAIVA

 

Poeta natural de Leiria, nasceu no Largo da Sé em 1863. Frequentou o Liceu e faleceu em 1944 na Casa das Conchas, no Olival, concelho de Ourém. Diplomado em Farmácia, nunca chegou a exercer nem sequer na “Farmácia Paiva”, dos pais, cujo edifício ainda se encontra com os seus belos azulejos na Largo da Sé, seguindo a carreira de funcionário das Alfandegas.

Tem uma placa afixada na casa onde nasceu com a seguinte inscrição “Acácio de Paiva – Altíssimo lírico e o maior humorista da poesia portuguesa.”

 

 

Minha terra velhinha

Assim te quero

Entre as olhalvas frescas, pequenina

Teu Lis saudoso, teu castelo em ruína

Teu ar de monja, tímido e severo

Assim te represento e venero

Te possuo em minh’alma e na retina

Deixei-te cedo, porque é sina

Fugir de quem mais amo e mais espero

 

(Acácio de Paiva/Versos)

 

 

 

AMERICO CORTEZ PINTO

 

Poeta e escritor nasceu em Leiria em 1896 e em 1920 completou o curso de Medicina em Coimbra..

Algumas das suas obras: “Leiria”, “Cidade Incunábula do Livro e do Papel”. “Da Imprensa em Portugal às Cruzadas de Além Mar”.

No dia 22 de Maio de 1982, a cidade prestou-lhe merecida homenagem colocando um busto de bronze no Largo com o seu nome na Rua paralela ao Lis, na margem esquerda, junto ao Teatro. O busto tem uma placa com a seguinte inscrição “dr. Américo Cortês Pinto, insigne poeta leiriense 1896-1979”.

 

JOSE MARQUES DA CRUZ

 

Poeta e versejador, nasceu em Famalicão, freguesia de Cortes, Leiria em 1888.

 Terminou o curso de Direito em Coimbra e emigrou para S. Paulo, Brasil.

A cidade dedicou-lhe uma rua numa das novas urbanizações da Cruz da Areia.

 

 

JOSÉ MARIA EÇA DE QUEIROZ

 

Eça de Queiroz, nasceu na Póvoa de Varzim em 1845 e faleceu em Paris em 1900. Veio para Leiria em 1870, onde morou no nº 13 da Travessa da Tipografia, com um  seu parente de apelido Vadre. Como desejava ser Cônsul e precisava de exercer funções de administrador de concelho, uma espécie de estágio dos nossos dias, ficou em Leiria!

De colaboração com o seu amigo Ramalho Ortigão, foi em Leiria que escreveu grande parte do seu primeiro romance “O Mistério da Estrada de Sintra”, publicado em folhetins no “Diário de Notícias”. Entre a sua grande obra literária, como “As Farpas”, “O Primo Basílio”, “A Relíquia”, “Os Maias” e “A Ilustre Casa de Ramires”,

 

 

 Eça de Queiroz ficou famoso mais tarde ao escrever em Leiria “O Crime do Padre Amaro” (1875), que serviu, já no século XXI para a realização do filme com o mesmo nome. Este romance gerou alguma polémica na época, já que o escritor morava numa rua próximo da casa da célebre Amélia, e ao que se diz a história baseia-se num possível romance de amor entre o escritor e aquela personagem. A história desenvolve-se em torno  do crime perpetrado por Amaro e Amélia , envolvendo a filha do tio Esgueira e o sacristão!

 

CARLOS EUGÉNIO

 

Poeta e escritor leiriense contemporâneo.

Nasceu em Leiria em 1910 e faleceu em 1981.

Cursou o Liceu de Leiria e frequentou a Faculdade de Medicina de Coimbra.

Colaborou largos anos na Comissão de Turismo da Região de Leiria.

Deixou uma biblioteca com cerca de 10000 livros!

Tem uma rua com o seu nome com início na Rua dos Vasos até à Praceta da Cruz d’Areia, em Leiria.

 

Aguarela com mágoa

 

Chove e tudo se encrespou

Na fímbria violeta do longo céu azul

E no leito do rosmaninho do pinhal

Ave com o som, som com a ave

Abriu-se e deu à hora um verde virginal.

 

Talvez não fosse bem esse cantar

Entre o manto vermelho das papoilas

Talvez não fosse bem o róseo da moiteira

Espalhado na encosta que descia (…)

    (Do livro de poemas “Rosa na Música”)

 


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Sexta-feira, 25 de Abril de 2008
Dia da Liberdade!

25 DE ABRIL SEMPRE !

 

Mais um ano de democracia que Abril comemora!

Não pretendo recordar o passado, mas sim viver o presente e saudar a Liberdade e quantos contribuíram para que os portugueses vivam hoje em democracia!

Em 1974 o Movimento dos “Capitães de Abril” tendo como foco militar a chamada Guerra do Ultramar, intentaram uma rebelião, sem derramamento de sangue que sob o comando do capitão Salgueiro Maia, teve êxito na madrugada de 25 de Abril e derrubou o Governo ditatorial de Salazar.

O Povo encheu as ruas e praças de Portugal e extravasou toda a sua alegria.

O País estava finalmente livre de uma ditadura de 48 anos!!!

Militares como Salgueiro Maia, Otelo de Carvalho, Melo Antunes, Pezarat Correia, Vítor Alves e Vasco Lourenço, entre outros, restituíram a voz ao Povo!

Foram tempos de grande euforia e esperança! Surgiram as primeiras canções de liberdade, poemas com letras de intervenção, algumas que andaram nas bocas dos portugueses e ficaram para sempre gravadas como hinos libertadores. A canção que serviu de senha para que as tropas avançassem sobre Lisboa, foi para o ar à meia noite da madrugada de 25 de Abril no antigo RCP (Rádio Clube Português), pela voz do cantor Paulo de Carvalho intitulada “E depois do Adeus”. “Grândola Vila Morena” foi a mais popular e ficou celebrizada na inconfundível interpretação do saudoso cantor Zeca Afonso! 

Nos primeiros tempos após o 25 de Abril muitos outros cantores como Carlos Mendes, Fernando Tordo, José Jorge Letria, Francisco Fanhais, Adriano Correia de Oliveira, Vitorino e Janita Salomé e Zeca Afonso, percorreram o país com belos temas e músicas que o povo facilmente cantava e decorava! Muitos dos poemas foram escritos pelo chamado poeta do povo Ary dos Santos. A curiosidade deste ano é vermos nas ludotecas e discotecas CD’s com as músicas de Abril e muitas manifestações marcadas com poemas e canções que evocam a liberdade conquistada em 1974!     

A democracia, apesar das dificuldades e da recessão económica mundial que está a afectar os portugueses que vivem sem dúvida uma crise financeira e social é o único regime onde o Povo elege os seus representantes por voto directo e secreto!

Os portugueses que já nasceram após o 25 de Abril de 1974, os jovens de hoje, as mulheres e homens de amanhã, serão os continuadores desta jovem democracia!

Nasci em ditadura e vivo em liberdade!!!

Apesar de todos os problemas que sempre existem, apesar das dificuldades presentes, das querelas e opiniões divergentes somos um Povo livre… É como nascer todos os dias e respirar o ar puro dos campos verdejantes e ouvir o chilrear da passarada na Primavera.

É recordar os cravos vermelhos, símbolo da nossa identidade como cidadãos livres e independentes!

 

Viva o 25 de Abril!

 

                                                                   

                                                                                                                                                                           

                                                     

                                                      

                                                                                                                      Edgar Carvalho     



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Quarta-feira, 16 de Abril de 2008
Leiria Monumentos

LEIRIA E OS SEUS MONUMENTOS

(Capítulo II)

Leiria não é uma cidade monumental por excelência mas tem monumentos e edifícios de grande valor arquitectónico que identificam a cidade com um passado rico em história e que vale a pena recordar.

Leiria foi elevada a sede de Diocese e capital de concelho e de distrito no ano de 1545, em 22 de Maio (Dia da cidade), pelo Papa Paulo III.

 

Igreja Gótica Nª Sª da Pena (Séc.XII)- Situada no interior do Castelo de Leiria, foi a primeira Catedral. Hoje restam as paredes exteriores e parte da capela do Altar Mor.

 

Igreja de S. Pedro – Situada no sopé do Castelo, foi utilizada pelo Cabido como 2ª Catedral em finais do Séc. XII. É um pequeno edifício românico com um pórtico de grande beleza e um interior de uma só nave. Ao lado localizou-se o Paço Episcopal, actual Quartel da Policia de Segurança Publica (PSP). Foi abandonado ao culto por meados do Séc.XVI e mais tarde serviu de celeiro e teatro. Depois de concluídas as obras de restauro foi aberta ao culto nos anos de 1940. Hoje serve apenas para eventos sociais (baptizados ou casamentos) e pela sua excelente acústica é palco de actividades culturais diversas, como musica coral e instrumental.

 

Sé Catedral de Leiria – (Séc.XVI) – Construída entre 1550 e 1574, data em que o Cabido se transferiu da Igreja de S. Pedro. Foi seu primeiro bispo D. Frei Gaspar do Casal.

A Catedral foi remodelada entre 1968 e 1974. Apesar de não ter a imponência e a grandeza das grandes catedrais, tem uma beleza e uma riqueza sui generis, característica das catedrais góticas da época, com três imponentes naves. A sua sacristia é digna de uma visita atenta com um bonita tecto de madeira e a capela mor tem algumas pinturas do pintor seiscentista Simão Rodrigues.

 

Igreja de S. Francisco – Fundada no Séc XII, no antigo Rossio de Santo André. Mais tarde foi transferida para o actual local, no final da Av. Heróis de Angola, por força da muitas inundações e cheias que o Lis provocava. Em 1866 serviu de Cadeia.

A Igreja em estilo neogótico esteve abandonada e fechada largos anos pelo estado de total degradação. Em finais do Sec. XX procedeu-se a uma completa remodelação do seu interior que a transformou num dos mais belos exemplares do seu género. Foram recuperados e restaurados alguns painéis e frescos do séc. XVIII alusivos à vida de S. Francisco. Hoje está aberta ao culto e é palco regular de actividades culturais.

 

Convento e Igreja de Sto. Agostinho – O Convento e Igreja setecentistas foram construídos com inicio em 1580, na margem esquerda do Lis. A Igreja é de fachada barroca. O Convento depois da revolução de 1910 foi ocupado em grande parte pelo Regimento de Infantaria 7 e noutra ala do edifício, com um belo jardim interior funcionou durante anos o Distrito de Recrutamento e Mobilização Militar (DRM).

Actualmente é utilizado pela Cruz Vermelha Portuguesa , mas futuramente deverá ser transformado no Museu de Arte Sacra da Cidade.

A  Igreja de Santo Agostinho está aberta ao culto e também é utilizada para manifestações culturais, como orquestras e coros. Nas traseiras, tem um bonito parque relvado junto à margem esquerda do Rio Lis.

 

Igreja da Misericórdia – Fundada no Séc. XII e reconstruída após o terramoto de 1755, está localizada numa das doze ruas que dão acesso à Praça Rodrigues Lobo, e tem o seu nome, no coração do Centro Histórico.

A Igreja pertencia à Irmandade da Misericórdia e foi construída no lugar onde existia a sinagoga da antiga judiaria.

É um templo setecentista e durante anos foi local de culto. No princípio do Séc.XXI a Igreja atingiu um estado de grande degradação, com infiltração de água nos seus tectos e depois de servir de Casa Mortuária (velório), foi encerrada pela Paróquia da Sé.

Pelas características da Igreja, pela qualidade e valor do seu interior, pela localização e excelente acústica deve ser recuperada e aberta à população para que possa usufruir de uma verdadeira casa de cultura.

 

Santuário de NªSª Encarnação – É o mais típico santuário de Leiria, não só pela sua excelente localização no alto do morro da Sra. da Encarnação, com uma paisagem espectacular sobre a cidade, mas pela sua própria beleza exterior e interior.

NªSª da Encarnação é a padroeira da cidade e os festejos anuais em sua honra celebram-se em 15 de Agosto.

Iniciada a construção no Séc XV, é servida por uma monumental escadaria de 162 degraus. Exteriormente tem uma galilé de 12 arcos. O seu interior é decorado com belos azulejos seiscentistas e um conjunto de telas do fim do séc. XVII.

Tem um excelente órgão, transferido da Sé Catedral e para além de estar aberta ao culto ali se realizam diversos eventos culturais e sociais.

 

Convento e Igreja da Portela (Franciscanos) – Conjunto revivalista e neoromânico foi construído no inicio do Séc. XIX e situa-se próximo da Câmara Municipal de Leiria.

Foi convento e Seminário da Ordem Franciscana. Parte do edificio foi cedido em 1920 para aí se instalar a Escola Secundária Domingos Sequeira e o Asilo Distrital. A Torre foi restaurada no final do século XX. Hoje o Seminário está desactivado.

A sua enorme Igreja é local de culto e também pelas excelentes condições, é utilizada para manifestações culturais e regularmente é incluída nas programações dos festivais de musica da cidade.

Conventos, Igrejas e Capelas Extintas

 

Convento das Freiras de Ana – Situava-se na actual área do Mercado de Santana e foi construído  nos finais do século XV.

Ermida NªSª dos Anjos – Estava localizada no lugar do actual Hospital D. Manuel de Aguiar.

Ermida Nª Sª da Paz – Situava-se no cimo da actual Rua da Paz, no Centro Histórico da cidade.

Ermida Sto. António do Carrascal – Situava-se no Monte com o mesmo nome,  junto ao actual cemitério de Leiria.

Capela de S. Miguel -  Pequena ermida localizada no alto do monte com o mesmo nome, na margem direita do Lis.

Convento dos Capuchos – (século XVII) Foi adaptado a Hospital Militar no século XIX e a sua Igreja, única parte do edifício que está ainda de pé, em completo abandono deverá ser restaurada logo que o Ministério da Defesa estabeleça o acordo de transferência para o Município de Leiria. O Convento situava-se no morro onde hoje está o Bairro dos Capuchos, um dos maiores núcleos habitacionais da cidade.

 

Edgar Carvalho



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Segunda-feira, 14 de Abril de 2008
História da cidade de Leiria

LEIRIA

Mais de oito séculos  de História

(Capitulo I)

A cidade de Leiria tem uma privilegiada situação geográfica, na chamada região localizada no Pinhal da Beira Litoral, entre o mar e a serra!

São mais de oito séculos de História!

Não se sabe bem a origem do nome de Leiria, mas uma das teses mais viáveis considera que o vocábulo deriva dos nomes de Lis e Lena do substantivo grego “leirion” que significa lírio ou lis, coincidente com o nome do rio da cidade…

A sua fundação data de 1135 quando D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal conquistou o Castelo aos mouros onde se fixava um pequeno povoado.

Foi seu primeiro alcaide D. Paio Guterres, que deu o nome a uma das praças da cidade e o último, D. Gonçalo Alardo Lencastre em 1835.

Ao redor do velho Castelo cuja construção se iniciou no Inverno de 1135 existe hoje a chamada cidade antiga, agora o seu Centro Histórico com os  tradicionais becos e  vielas e antigas ruas medievais…Foi no reinado de D. Sancho I que a povoação começou a sair das muralhas e iniciou-se o povoamento no sopé do Castelo que se alargou até aos chamados Castelinhos.

As primeiras cortes em Leiria tiveram lugar no reinado de D. Afonso III e com o rei D. Dinis o Castelo tornou-se residência da família real expandindo-se o povoado para os campos do vale do Lis .

Já no século XIV a cidade tomou outro desenvolvimento e surgiram as primeiras habitações com ruas e praças quatrocentistas.

No início do século XV são famosas as primeiras feiras medievais que atraem muita gente de fora e que se começa a fixar um pouco pelo Centro Histórico e baixa da povoação.

É construída a primeira fábrica de papel do reino no Séc. XVI e nasce o primeiro templo católico, a Igreja da Misericórdia, na actual rua com o mesmo nome. Também nessa época é construído o Paço dos Marqueses de Vila Real, na Praça Rodrigues Lobo e a Sé Catedral.

Em 1545 Leiria foi elevada a cidade, capital de distrito e sede de bispado pelo Papa Paulo III. A cidade começa então a estender-se! Na actual Praça Rodrigues Lobo nasceria o que será o primeiro centro comercial que substituiu a Igreja de S. Martinho, destruída no Séc. XIV.

Até 1910, a Câmara Municipal, a Cadeia e o Tribunal estiveram instaladas na Praça Rodrigues Lobo, nome que derivou do poeta Rodrigues Lobo frequentador assíduo do Palácio dos Marqueses de Vila Real.

Leiria, ao longo dos séculos foi construindo os seus monumentos, teve grandes vultos e figuras que ficaram na história da sua vida cultural e é uma cidade projectada para o futuro!

 

Em próximo capítulo falarei de alguns monumentos, mas também dos poetas e escritores que viveram nesta bonita cidade do Lis!!!

 

fragasdolis



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